quarta-feira, 4 de março de 2009

Ele não é mercadoria.


Desejavas tanto um filho? Desejavas. O imaginava com teus olhos, cabelos, sorriso e pele.
A mesma sobrancelha questionadora. Se eu ao menos te conhecesse antes. Se tivesse um filho teu, passaria a não gostá-lo. Não agüento a idéia de gerar alguém com tuas características, que só me amava para satisfazer teus caprichos de homem desumano.
Vou guardá-lo. Você faria isso por ele? Não sou de fazer rodeios. Falo o que vem a mente.
Faça uma conta de todas as tuas amantes. Por que não elas? Por que, justamente eu, para ser a mãe do teu filho? Desejavas que ele tivesse meu olhar. Meu sorriso sem fim, minhas mãos tênues? Meu falar... E até meu bom humor matinal. Desejavas a minha força no teu filho, não a aparência. A aparência é tua, mas quando ele estiver com medo, não pensará em outra pessoa a não ser a mim. E sabe qual o motivo? Porque eu o amo. Todos os dias, eu o amo. Amo-te, Henry.

2 comentários:

radik disse...

Lindas letras de mão poetisa, de mãe e dos versos de teu filho..
Lindos como os primeiros que li, apesar de um sentimento desabafador, não abafado pelo sentimento do teu amor por ser mãe.
Desafiador e completamente amoroso.
Gosto de te ver como mãe que é.

E um beijo pra essa mãe.

Núbia disse...

Lindo!
Sublime!