segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sete páginas

Bem que tive vontade no início do conto.
Bem que tive vontade de ser dona do sapatinho de cristal.
Mal tive vontade tua quando me fez cair na real.
Mal tive vontade quando a máscara de gala se desfez.
Mal tive vontade de mim, na hora que passou da meia noite.
Mal tive vontade de continuar, fingiu ser chefe do principado, quando na verdade, era apenas um anfíbio.
Bem tive vontade de continuar olhando pra dentro de mim e esboçar um sorriso.
Bem tive vontade de rascunhar no final do livro  o “Era uma vez...”
Bem tive uma vontade de te emprestar um espelho, por ele ser tão generoso contigo.
Mal tive vontade de disfarçar o que me fez.
Bem, assim que tive vontade de te colocar em um lugar empoeirado longe daqui:
Mal pude perceber a tua falta.
E assim, fui feliz, para sempre.


Imagem : Hallopino

5 comentários:

Rodrigo disse...

E o anti-heroísmo continua. Até que se comece tudo de novo.
Muito bom, mais uma vez.

Anônimo disse...

wellll

Kalie disse...

Se podemos confiar em quem somos já é algo bom. Sem precisar de ilusões,contar com outrem só com recomendações. Bjs, dotada!

gabs. disse...

quem dera sempre houvessem essas percepções mais aléns, né?

-

menina, quanto tempo, hein!!!
(:
me senti abraçada por vc, infinitas vezes... vc comentou 8 vezes o mesmo comentário... hahahaha

um beijo grande.

Um brasileiro disse...

Oi. Estive aqui a dar uma olhadela. Tudo blz? Muito legal o text e também o seu blog. Apareça por lá. Abraços.