quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Jazz aqui o amor...







E na ausência de ruídos.
Gemidos...
O sossego!
Investiguei alguns sinais na minha alma.
Qualquer vestígio de ti.
Procurei então...
Pistas tuas na minha pele.
E...
Silêncio!
Senti falta do amor que inventei outrora.
Não “te” desejo pelo que criei.
Tenho saudades apenas de mim.
Antes de ti.
Só.
Olho pra trás e inverto os papéis.
Rabisco teu nome na lápide.
Ao contrário do meu.
No testamento:
Uma rosa colombiana de lembrança.
Uma cola.
E um coração partido.

Corda bamba


Não sei se você já entendeu, mas...
Sou arisca.
E evito os bons tratos.
Eu disfarço.
Faço, refaço: Um traço.
Só meu, seu, deveras nosso.
Todo o tempo.
Intimidada, sem graça.
Outras, mal humorada, calada.
Apavorada!
Sinto-me presa.
Na corda bamba do tempo.
Em alguma rua estreita...
Faltou luz.
Fatalmente...
Sou tua.
Tanto que olho no espelho e não me vejo.
E mesmo muitas vezes sentindo-me vazia;
Calculo os benefícios.
Será que tem algum?
E se casualmente implorar pra que desapareça da minha vida?
Você regressa.
Regressa?
E depois de algum tempo.
Encontra-me estéril.
Crua.
Sem receios.
Ainda mendigo um aperto.
De perto.
Sem ser no peito.
Olha pra dentro de mim, agora!
Transparente.
Cubra-me com rosas.
Componha em mim beijos
O que eu ouço como amor.





quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A outra


Experimentar todas as coisas
Dar vida ao tempo
Escoltar o não existente
Condenar a humanidade
Ansiedade incontestável, clamor atado.
O princípio vital sufocado;
Abismo.
O arbítrio dá as ordens, a seriedade censura
E acompanho os minutos
Vigio os atrasos.
Respiro o resíduo – do sol –
Sou testemunha da metade de mim, ordinária;
Mulher afetada...
Rendo-me por inteira.
Um tapa!

sábado, 22 de novembro de 2008

Des"gosto"


Componho à luz do que ainda não está escrito e me corrói.
Dou-me por vencida exclusivamente às fantasias
- 4 doses de vodka –
Perdi o apetite
Onde foi parar a magia?
Racionamento!
De Luz, água, álcool e idéias.
A escassez de inspirAÇÃO, coragem , versos.
A cana está oca.
O solo infértil
A matéria descansa
Os poros na ressaca
E o cérebro veste
Preto.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Amor sem pseudônimos




A distância não é traiçoeira.
É tão agradável conhecer alguém pela linguagem.
(E não venham com o: literalmente)
Tão íntimo entregar-se através das palavras.
A falta de cor também é considerável.
O exagero nas articulações, adjetivos, sarcasmos, pretextos...
O desejo virtual desenha a esperança .


Faz aumentar a familiaridade.
Diminui os receios, os medos, o rubor nas maçãs do rosto.
É um forte aliado da timidez.
Atrás da tela, surge a vontade do amar e ser amado.
Tem o poder de suavizar as aflições.

A Troca de cordialidades.
Brincadeiras de perguntas e respostas.
Músicas como recados.
O julgamento não é feito pelo estereótipo, mas pelo tom da conversa.
O bom humor.
A Imaginação!
Muitos podem achar que é loucura esse meio.
Eu vejo como amizade, amor.

Essa lenta sedução.
Amor à moda antiga.
Abram alas pra educação.
Eu falo, você responde.
Exceto nos chats. (risos)

Esquecer de dormir pra falar com você
Ter a capacidade de ser sincera sem parecer ridícula.
Uma distração, espelho do meu interior
Tenho vontade de escrever depois disso...
Conhecer você. Me reconhecer.
Ler as letras.
Ouvir a voz
E aquele abraço...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Ainda naquele jardim...



Perfume com aroma de juventude
Às vezes, desassossego
Na maioria, motivos de alegria...
Algumas gotas de amor genuíno
Minha direção, bússola do meu prazer...
Calor que extravasa
Persuade, convence, exorta
Desemboca no mar de instantes...
Agitação!
Movimentos...
Sublimes!
(Hmmmm)
Tão nossos...

Arquejam-se os sentidos...
Sem demora....
Tenho força suficiente para te observar

Cuidar de você
Te calar com um beijo...
Tocar-te, experimentar sensações

Estampar um sorriso e...
Viver ...
Simplesmente enaltecer o nosso amor!

sábado, 6 de setembro de 2008

Pseudo-soneto...



Paralisada no espelho, ancora o enigma
Faz parte da vida de qualquer autor
Quando, a madrugada passa, absolutamente só
Navego no próximo
rabisco

Qual essência deve ter meu poema?
Versarei...
Qual tema?
Saudades....
Ou somente desejo?
[Bem baixinho....]
Sobre o A-M-O-R


Para as teclas não morrerem
Nem encostar a tela ou dilacerar a folha
Na inspiração que evita as minhas palavras
Que faz moradia na minha mente
Com medo de ser plagiada

Falarei sobre: Essa
felicidade
Vou abrigar para sempre
A vontade de escrever
Para saber de você...
Para trazer à memória
Nós dois!
Mesmo que não tenha escrito: coisa nenhuma.