
Eu, que não aprendi a esconder o que sinto, ficarei socializando a minha dor, apresentando a cada amigo, tendo relações com ela. Não dá para fingir que ela não está presente. E se assim fizer, ela muda as estações, coloca tua cama de cabeça para baixo e planta espinhos nos edredons. Tem que caminhar ao lado dela, como uma criança preferida, tem que colocá-la para dormir, tem que alimentá-la, amamentá-la. Aos poucos, tem que amá-la tal qual um lírio semeado nos cortes da pele, no âmago, no falso coração. Tem que traduzi-la particular da fragilidade e prantos, passar a mão na cabeça e, finalmente, pisoteá-la.
6 comentários:
é preciso pisotea-la mesmo, boa sorte e forças!
ah...tá tão bom, tão gostoso de ler que só gostei quando acabou porque ela merece ser pisoteada!
beijos
Ou simplesmente, ignorá-la... eu sou mais eu. UI!!!!
rsss
smacks!!
haha esse final não esperava. Bem legal!também não sei esconder o que sinto, espero ter força para pisotear minha dor.
Gostei dos sapatinhos no layout e me identifiquei com o texto total... :)
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