
Uma frágil brisa desprende-se da porta. Maria acende um cigarro. A prostração deitada no divã. Apaga o cigarro. Sinais de fumaça na sala. Ele acaba de chegar. Um único olhar, e ela sobre os pés dele. Na rua, o barulho da chuva. Ele senta e pede para que ela conte mais sobre os seus dias. Dias de humores volúveis. Disse a ele que tinha travado uma batalha e que o oponente sequer havia lutado, tinha apenas desistido, assim, sem mais nem menos. Uma batalha onde não há vilões ou heróis, por mais que heroína ela fosse, sempre seria o lado do mal, a vadia, a incoerente e a mulher apaixonada pelo passado. Ele pegou um papel e escreveu:“ Desvio de moralidade”. E ela continuou... Eu sou aquilo que sou. Aquilo que você daí consegue enxergar. E ela não conseguia parar de falar. Era isso ou render-se a ele. As gotas de chuva pela janela. Os olhos dele. A voz firme dele. A dúvida dela. Ele deitou ao seu lado no divã, passando a mão devagar pelos seus cabelos agora longos. Por um momento ela sentiu a paz. E de repente sentiu um carinho urgente sobre sua nuca, coxas... Ficaram bem próximos, tão íntimos por alguns minutos. Essa era a terapia.
7 comentários:
gostei dessa terapia!!! hahahahahahaa
beijos!
é sério, eu quase não comento aqui pq sempre fica difícil dizer qualquer coisa sem que eu caia em mil repetições. acho que blog é pouco pra capacidade e qualidade do conteúdo escrito pela senhorira. de verdade.
bj,
com adimiração.
Estou urgentemente precisando dessa terapia.
No sofá, no Divã, com Maria.
Beijos
Eu amo ler-te.
Definitivamente, mais uma vez.
E outra daqui a 10 segundos.
Amo relerte-te.
És arte!
Nossa, como vc escreve bem!
Vc e o ra dik escrevem muito bem!!
Retribuindo a visita...
Retribuindo a retribuição!
rsrs
:*
suuuuuucessoooooo
\o/
muito bom!!
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