domingo, 30 de agosto de 2009

Maria no divã.

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Uma frágil brisa desprende-se da porta. Maria acende um cigarro. A prostração deitada no divã. Apaga o cigarro. Sinais de fumaça na sala. Ele acaba de chegar. Um único olhar, e ela sobre os pés dele. Na rua, o barulho da chuva. Ele senta e pede para que ela conte mais sobre os seus dias. Dias de humores volúveis. Disse a ele que tinha travado uma batalha e que o oponente sequer havia lutado, tinha apenas desistido, assim, sem mais nem menos. Uma batalha onde não há vilões ou heróis, por mais que heroína ela fosse, sempre seria o lado do mal, a vadia, a incoerente e a mulher apaixonada pelo passado. Ele pegou um papel e escreveu:“ Desvio de moralidade”. E ela continuou... Eu sou aquilo que sou. Aquilo que você daí consegue enxergar. E ela não conseguia parar de falar. Era isso ou render-se a ele. As gotas de chuva pela janela. Os olhos dele. A voz firme dele. A dúvida dela. Ele deitou ao seu lado no divã, passando a mão devagar pelos seus cabelos agora longos. Por um momento ela sentiu a paz. E de repente sentiu um carinho urgente sobre sua nuca, coxas... Ficaram bem próximos, tão íntimos por alguns minutos. Essa era a terapia.



7 comentários:

Kalye Duranki disse...

gostei dessa terapia!!! hahahahahahaa

beijos!

daniel barros disse...

é sério, eu quase não comento aqui pq sempre fica difícil dizer qualquer coisa sem que eu caia em mil repetições. acho que blog é pouco pra capacidade e qualidade do conteúdo escrito pela senhorira. de verdade.

bj,

com adimiração.

Tatiane Trajano disse...

Estou urgentemente precisando dessa terapia.
No sofá, no Divã, com Maria.


Beijos

radik disse...

Eu amo ler-te.
Definitivamente, mais uma vez.
E outra daqui a 10 segundos.
Amo relerte-te.

És arte!

Vanessa disse...

Nossa, como vc escreve bem!
Vc e o ra dik escrevem muito bem!!
Retribuindo a visita...
Retribuindo a retribuição!
rsrs

:*

Kalye Duranki disse...

suuuuuucessoooooo

\o/

Joe disse...

muito bom!!