terça-feira, 18 de agosto de 2009

Química.




Libertinagem sem limites.
Essa chuva enche-me de entusiasmo.
Quem nem temporal é, tão pouco chuvisco.
É simples, puramente essencial.
É dessa simplicidade que extraio o prazer.
Que deturpa minha visão, tato, paladar, audição e minhas narinas.
Desmancha-me as idéias.
A mão-de-[Oh!] bra.
Faz meus impulsos estacionarem.
Retrógrada.
De uma ousadia quase nula.
De uma engrenagem facilitada por difusão.
Assim como as tuas mãos nos meus cabelos.
Como o seu cafuné.
Quase.
Essa chuva é como um cafuné.
Daqueles nossos, sabe?
Enraizados em nós.
Que tu sentes daí e eu daqui.
Both...
Como se as propriedades químicas do meu corpo,
não encadeassem mais.
Como se apenas os acordes do toque da nossa pele,
tivesse poder sobre os seis sentidos.
Sem passado.
Sem futuro.
Somente. Desse jeito. Sentindo em silêncio.

5 comentários:

Anônimo disse...

Se você não é uma ótima escritora, o que seria então?

Kalye Duranki disse...

Pois é, escreve tão bem essa minha amiga... =)

:****

mulherdefases disse...

Quanta criatividade! Sabe tem muito tempo que eu não leio uma coisa tão bonita... tipo como se me fizesse sentir o q vc escreve! adorei seu blog...

mulherdefases disse...

Obrigada! ;D

ate!

Núbia disse...

**hum.... o prazer**