
©2008-2009 ~Reaubain
Deslustra-me o bom senso do desejo.
Satisfaça-me a alma.
Absorva meus líquidos. Castidade. Vergonha.
Pensa em ti deitado aqui.
Entre minhas coxas. Nos meus braços.
Declara-te
Declara-me
Comportas nossos bocados, fragmentos e frações.
Perdidas em algum canto.
Cosa-os neste exato momento.
Fala baixinho no meu ouvido.
Agora fala em voz muito alta.
Clama.
Apodera-se da minha pele.
Sem barulho. Sem longitude.
Tatua em mim essa falta de nós.
Soletra na minha boca essa vontade.
Pode demorar.
Que a noite termine menos a madrugada.
De lençol, frio, madrugada, luzes, cidade estranha.
Extravagância, transformar-te em poesia?
Nenhum barulho.
E de repente...
Vejo-te.
Declara-me?
5 comentários:
Ok, declaro-te.
bjs
Ai liiiiindo o poema ;D
Boa semana, beijos.
Que lindo, Juliana.
"Soletra na minha boca essa vontade.
Pode demorar".
Demore, demore..
Beijos
Lindo como tua pele florificada.
Como a marca do teu sorriso, no meu.
És tão lindo quanto a vontade.
Só esta explica exuberante formas do amor
fulgurantes, porém deliciosas no momento exato.
Exatamente na hora e minuto que
destrancas uma porta com uma trava que não vai com minha cara.
;)
Devoro
Em cada poro
Oro
E d´ouro
Nesse namoro
Teus louros
Tua tara
Declara
Estouro
Exploro
E imploro
Devora-me?
Postar um comentário