quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Chama-me.


À noite, faço um passeio, pisando em estrelas feitas de caco de vidro.
[Na ponta dos pés] Ando pela minha memória, vejo-te. Sigo os teus passos.
Pegadas de vidro. No final da avenida, vejo os teus olhos, gotejando a tua essência.
Sem pedir licença, abro a janela da tua alma. Como uma gata, eu pulo. Resta-me ainda uma vida. Invado teus pensamentos e deixo-te uma breve ironia. Com um papel de presente, em preto e branco, embrulho meus desejos e deixo à tua porta. Junto com um bilhete cheio de toques destemidos e não esperados. Há um incêndio dentro de ti. Declaro-me culpada. Inflamo-te!


- Saia daí. Venha fazer morada em mim. Aqui sim, é mais seguro.

E assim acaba mais um sonho, meu!





2 comentários:

radik disse...

Já declarei que ouço músicas quando te leio. De verdade.
Gosto de fazer particular certa música, pra certa fala tua.
E tuas letras são sempre melhores.
Tua escrita.
Mas gosto de uma melodia abocanhando tuas sílabas. Envolvendo-as.

E teus sonhos. Fabricados em papel machê. Ornamentados por todo amor que eu possa forjar. No metal.
Contra as nuvens.
"Não me entrego sem lutar
Tenho ainda coração"
Que sejam sonhados pelos teus olhos. Vivos.

Um beijo na poetisa.

Kalye Duranki-Amon disse...

=)

:*****