segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Cidade de Deus(?)



O vazio ocupava a área inteira de uma vila.
Ainda assim, a Cidade de Deus havia decidido fazer morada no meu peito.
As pessoas, a comunidade, os prédios, a associação dos moradores...
Pra ser sincera, a sua metragem era desconfiável.
Porém não havia mais espaço na minha mente para desconfianças.
Não essas.
10,9,8,7,6,5,4,3,2,1...
(!)
Toda a energia dos fogos de artifício dentro dos meus cálculos.
Ilustradas no olhar de cada criança.
Estudantes, filhos de traficantes, heróis do semáforo, malabaristas...

-Vou fingir que essa noite não tem hora para acabar-


3 comentários:

Kalye Duranki-Amon disse...

Eu também vou fingir que a noite é eterna, pretendo escrever e escrever e escrever....

:*****

Renan Moreira disse...

As metáforas, as estórias...
Ah que delícia passar por aqui.
Que haja mais cem destas tuas palavras até que virem a folha do calendário anual.
E quando virarem, que se atrapalhem com mais um turbilhão de idéia, pensamentos e sentimentos dessa maravilhosa mente, e bondoso coração.

Pra essa noite sem hora pra acabar, um beijo carinhoso cheio de admiração.

kamilla disse...

muito legal. :]